Esta é uma medida que permite aos jovens até aos 35 anos beneficiar de um empréstimo com financiamento total na compra da primeira casa. O apoio é assegurado pelo próprio Estado através da chamada “garantia pública no crédito habitação”.
Paralelamente a este benefício, há outra ajuda em vigor: os jovens podem também gozar da isenção do IMT e do imposto de selo na compra de habitação própria e permanente.
Com estes apoios ao crédito habitação, deixa de haver tantas restrições no acesso a este tipo de empréstimos.
Vejamos, agora, cada uma das ajudas com maior detalhe.
Garantia Pública na Habitação
Através da garantia pública, o Estado pode financiar até 15% do valor do crédito habitação, ou seja, passa a cobrir a percentagem que os bancos atualmente não podem emprestar por questões legais.
A garantia pública possibilita aos jovens um financiamento a 100% na compra da primeira casa. No fundo, já não precisam de dar a famosa “entrada” do crédito.
Por exemplo, se pedir um crédito para a compra de um imóvel no valor de 100.000€, o banco emprestaria, no máximo, 90.000€. Agora, no âmbito da garantia pública, poderia ter a quantia restante assegurada (mais 10%, neste caso).
Na prática, o Estado atua como um fiador do crédito (durante um prazo máximo de 10 anos) e entra em ação em caso de incumprimento por parte dos clientes.
No entanto, para que os jovens beneficiem da garantia pública no crédito habitação, há uma série de requisitos a cumprir:
Ter entre 18 e 35 anos;
Ter domicílio fiscal em Portugal;
Ter rendimentos que não ultrapassem o oitavo escalão do IRS (81.199€ anuais);
Não ser proprietário/a de outro prédio urbano ou fração habitacional;
O valor da casa não pode ultrapassar os 450.000€;
Não ter beneficiado desta medida anteriormente.
O financiamento total do crédito habitação permite realmente um alívio financeiro entre muitos casais jovens, que agora podem aplicar o dinheiro poupado em despesas como o recheio da casa, por exemplo.
Mas também há desvantagens a considerar. Na verdade, diversos especialistas têm sido unânimes em relação a três grandes aspetos desfavoráveis da garantia pública.
No caso da isenção do IMT e do imposto de selo, o casal beneficia da medida a 50% quando apenas um dos membros cumpra as condições.
Como Aceder ao Crédito Habitação Com 100% de Financiamento?
Tem ao seu dispor duas opções para pedir e aceder à medida da garantia pública:
O contacto com os bancos.
O apoio de intermediários de crédito.
No primeiro caso, o processo pode ser mais trabalhoso. De facto, terá de simular manualmente junto de cada banco para conseguir comparar as ofertas, sobretudo ao nível das TAEG e do spread, por exemplo.
Para poupar tempo e trabalho, pode recorrer à nossa ajuda de intermediários de crédito com os nossos parceiros não terá de sair do sofá, trataremos de tudo e só tem de aguardar aprovação.
Os nossos parceiros na área de intermediação de crédito analisam por si o mercado de empréstimos para compra de casa e partilham a oferta mais benéfica tendo por base as suas necessidades.
Basta falar connosco e a simulação é grátis.
Documentos Necessários Para Pedir Crédito 100% Financiado:
Documento de Identificação-Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade
Comprovativo de Morada Fiscal, uma fatura de luz, água, gás ou telecomunicações
Comprovativo de IBAN-Obter numa caixa MB ou homebanking
Último Modelo 3 do IRS-Obter no Portal das Finanças (com nota de liquidação)
Comprovativo de Rendimentos, serve os três últimos recibos de vencimento
Mapa de Responsabilidades-Obter no site do Banco de Portugal
Declaração de Vínculo Laboral-Obter junto da entidade patronal
Quando inicia o processo de contratação do crédito habitação 100% financiado, estes são os principais documentos solicitados.
Mas há outros ficheiros que envolvem mais diretamente o imóvel comprado. Em concreto, deve assegurar os seguintes envios:
Certidão predial negativa para comprovar que o jovem não detém outra propriedade;
Caderneta predial da casa;
Certidão de não dívida à Segurança Social.
Conselhos a Seguir Antes de Pedir o Crédito Habitação Financiado a 100%
Efetivamente, assumir um empréstimo implica uma responsabilidade grande e, nesse sentido, pode e deve considerar as cinco recomendações seguintes:
Consiga estabilidade profissional: é algo que não depende exclusivamente de si, é certo, mas ter um contrato de trabalho sem termo, por exemplo, confere mais segurança e aumenta até a probabilidade de conseguir o crédito.
Adicione um segundo titular: talvez tenha de colocar de lado a hipótese de comprar uma casa sozinho. Ao adicionar uma segunda pessoa ao contrato, será mais fácil comprovar ao banco o cumprimento das mensalidades.
Mantenha uma taxa de esforço baixa: idealmente, a sua taxa de esforço não deverá exceder os 35%. Ao manter este indicador em níveis saudáveis, terá maior folga financeira para suportar as despesas.
Mantenha um historial de crédito limpo: é importante ter um Mapa de Responsabilidades sem registo de dívidas ou de atrasos nos pagamentos, uma vez que os bancos irão pedir esse documento antes de aprovarem o empréstimo.
Faça várias simulações: use e abuse dos simuladores que os bancos disponibilizam online, ou peça a ajuda a um intermediário de crédito, já que é fundamental comparar diferentes propostas de financiamento para garantir que acede à melhor.
Fale connosco e analisemos cada caso com maior detalhe.